Pesquisa investiga relação entre Alzheimer e equilíbrio metabólico

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê um aumento significativo na população idosa até 2050, passando de 761 milhões para 1,6 bilhão de pessoas com mais de 65 anos, o que está relacionado ao aumento das doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer. Atualmente, cerca de 55 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, e essa cifra pode chegar a 139 milhões em 2050.

Um projeto do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (Labe) da Unicamp recebeu financiamento de US$ 200 mil da Alzheimer’s Association para investigar a possível ligação entre o Alzheimer e o equilíbrio metabólico do corpo, especialmente o papel do tecido adiposo nesse processo. O projeto é coordenado pelos professores Marcelo Mori, da Unicamp, Mychael Lourenço, da UFRJ, e Eduardo Zimmer, da UFRGS.

O objetivo da pesquisa é compreender os mecanismos moleculares que relacionam o metabolismo ao Alzheimer e identificar formas de retardar sua progressão. O tecido adiposo, responsável pelo armazenamento de gordura, desempenha um papel crucial no equilíbrio do organismo, produzindo moléculas que afetam várias funções corporais. O desequilíbrio desse sistema pode levar ao desenvolvimento de doenças metabólicas, como o diabetes e a obesidade.

Estudos anteriores mostraram que o tecido adiposo produz microRNAs que podem influenciar o funcionamento de outros órgãos, incluindo o cérebro. A pesquisa utilizará camundongos geneticamente modificados para rastrear a chegada desses microRNAs ao cérebro. Além disso, serão analisados cérebros de pessoas com Alzheimer em comparação com cérebros saudáveis para determinar se há alterações causadas por microRNAs.

Este é o primeiro projeto do laboratório a explorar a relação entre o tecido adiposo, o envelhecimento e o Alzheimer. O financiamento da Alzheimer’s Association reflete o interesse em pesquisas que possam desvendar aspectos da doença. A associação também apoia pesquisadores de minorias étnicas e países emergentes, contribuindo para o combate ao Alzheimer e o avanço da pesquisa científica.

 

Fonte: LabNetwork

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimos posts