HIV AIDS

HIV / Aids

O número de novas infecções de Aids no mundo, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) divulgados em julho de 2016, caiu de 2,2 milhões em 2010 para 2,1 milhões em 2015. Apesar da queda global, o Brasil parece estar caminhando na direção oposta. Em 2010, 43 mil novos casos foram registrados no país e a taxa em 2015 subiu para 44 mil. Agora, o Brasil sozinho conta com mais de 40% das novas infecções da enfermidade na América Latina.

Os números também subiram com relação à população vivendo com Aids no Brasil, que passou de 700 mil para 830 mil entre 2010 e 2015. Além disso, 15 mil mortes são registradas por ano. Sobre o perfil das pessoas que mais vivem com a doença no país, a preocupação da Unaids é com jovens de 15 a 19 anos. O número de casos, nessa faixa etária, aumentou 53% de 2004 a 2013. “A Aids não discrimina. A Aids não tem cara. Realmente, nós temos que falar para o jovem em geral”, alerta Georgiana Braga, diretora da Unaids Brasil.

Apesar da gravidade dos números atuais sobre a doença, nem todas as notícias sobre o combate a Aids no Brasil são negativas. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), o Brasil registrou, em 2015, recorde no número de pessoas em tratamento de HIV e Aids: 81 mil brasileiros começaram a se tratar no ano passado, um aumento de 13% em relação a 2014, quando 72 mil pessoas aderiram aos medicamentos. De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento no Sistema Único de Saúde aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. Isso significa que, em seis anos, o país praticamente dobrou o número de brasileiros que fazem uso de antirretrovirais. Esse resultado também significa que o Brasil já atingiu uma das três metas de 90-90-90, pactuadas pelo Unaids, que têm como objetivo testar 90% das pessoas vivendo com HIV e Aids, tratar 90% destas e que 90% tenham carga viral indetectável até 2020 em todo o mundo.

Fonte: agencia.fiocruz.br/hiv-aids